Artrodese de coluna vertebral

Artrodese de coluna vertebral

Dentre os vários tipos de cirurgia da coluna vertebral, uma das mais comuns, e que geram mais dúvidas nos pacientes, é a artrodese da coluna.

Mas afinal, o que é uma artrodese?

O que é artrodese?

Artrodese é uma cirurgia que pode ser utilizada em qualquer articulação do corpo. Envolve “aderir” a articulação, de forma que ela não se movimente mais. Por exemplo, alguém que faz uma artrodese de tornozelo, fica com o tornozelo rígido, sem movimentação.

É um tipo de cirurgia que é muito utilizada na coluna, quando o motivo de dor é o movimento. O princípio do tratamento nestes casos é estabilizar a coluna naquele segmento dolorido. A estabilização primeiro é tentada com exercícios físicos, que fortalecem a própria musculatura do paciente. Quando mesmo assim a dor persiste, é então, em último caso, tentado a estabilização cirúrgica, o que resulta numa artrodese.

Artrodese de coluna

A artrodese da coluna pode ser realizada em qualquer segmento, cervical, dorsal ou torácica, ou na coluna lombo-sacra. Pode também ser feitas por diferentes vias: anterior (pela frente) ou posterior (por trás). Em alguns casos menos frequentes é necessário a estabilização por ambas as vias ao mesmo tempo: a chamada dupla via.

Também podem ser utilizados diferentes materiais para a realização da artrodese: parafusos pediculares, hastes, ganchos, placas e cages. Além disso pode ser utilizado os chamados enxertos ósseos sintéticos.

Complicações da artrodese da coluna

Podem ocorrer complicações na artrodese de coluna, assim como em qualquer cirurgia.

Durante o ato operatório, quando a via é anterior, ou seja, pela frente, existe a chance de lesões de estruturas mais nobres do que na via feita por trás. No caso da coluna cervical existem estruturas como a traquéia, o esôfago, a tireóide, as veias jugulares, as artérias carótidas, nervos das cordas vocais. Para acesso da região lombar pela frente existem as alças do intestino, o final da artéria aorta e suas ramificações que vão para as pernas: as artérias ilíacas. Existe as veias ilíacas e a veia cava, os nervos da cadeia parassimpática (que inervam diversos órgãos pélvicos), ureteres (as estruturas que ligam os rins à bexiga). As complicações não são frequentes, mas o paciente deve ter consciência que podem acontecer.

Na via posterior não há estruturas tão nobres, existem músculos e ossos, mas as complicações nestas estruturas também podem acontecer.

Em ambas as vias podem ocorrer lesões ocasionais em nervos, raízes nervosas, medula ou meninges, que podem ocasionar resultados ruins como dores, perda de força ou paralisias. Lesões de meninges geralmente cicatrizam bem com repouso, mas podem evoluir para fístulas liquóricas persistentes.

De uma maneira muito geral, para a coluna cervical a maioria das cirurgias são feitas pela frente, e a maioria das cirurgias na coluna lombar são feitas por trás.

Após a cirurgia as complicações tardias que podem acontecer incluem infecções operatórias, que por serem de germes hospitalares, podem ser difíceis de tratar. Além disso, raramente também, podem existir falhas do material de síntese, como por exemplo, quebra ou soltura de parafusos.

Sempre precisa de artrodese?

Não. Existem casos que a coluna não precisa de artrodese durante o tratamento cirúrgico. Existem casos, por exemplo, de hérnia de disco, que a simples remoção do fragmento herniado já traz a resolução da dor. E existem casos em que a artrodese pode ser substituída por o uso de próteses, ou outros materiais dinâmicos, que visam manter o máximo de movimento da coluna.

Veja abaixo o vídeo que fiz sobre esse assunto.

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